A pele humana tem função de barreira em relação ao mundo externo e é rica em microrganismos que desempenham papel fundamental na manutenção da saúde humana. O microbioma da pele – a maior parte adquirida no nascimento – é formado por diversas comunidades de microrganismos que habitam a pele. Um centímetro quadrado de pele pode conter até 1 bilhão de microrganismos. Essas diferentes comunidades de bactérias, fungos, ácaros e vírus podem proporcionar proteção contra doenças e formam nichos dinâmicos e diferenciados na pele.

Frequentemente, as bactérias são consideradas o grupo de microrganismos mais abundante no ecossistema da pele, sendo encontradas desde na parte interna das camadas superiores da pele até a camada dérmica inferior.

O microbioma da pele é altamente diversificado, havendo significante grau de variação “intraindividual”. Na pele de um mesmo indivíduo, existem vários microambientes simultaneamente, conforme temperatura, umidade, pH, conteúdo de sebo, exposição à radiação UV etc., fatores que geram diferenças entre as populações de micróbios.

Com base nessas condições, o microbioma da pele pode ser essencialmente classificado de acordo com o tipo de pele: gordurosa (por exemplo, na testa e nas costas), úmida (como nas narinas, na dobra inguinal, no umbigo, nos dedos dos pés e nas axilas), ou seca (por exemplo, no antebraço, na palma das mãos e nas nádegas). As regiões secas da pele tendem a ser mais dominadas pela proteobactérias, ao passo que as áreas úmidas tendem a ser dominadas por firmicutes, principalmente staphylococcaceae. As regiões sebáceas são dominadas por actinobactérias, como corynebacteriaceae ou propionibacteriaceae. Em geral, as regiões sebáceas da pele são menos diversificadas em comparação com os tipos de pele seca ou úmida.

Existem também grande variação do microbioma entre os indivíduos. Em um estudo sobre o microbioma das mãos, as mãos de um mesmo indivíduo compartilhavam 17% das espécies identificadas, ao passo que as mãos de outros indivíduos compartilhavam, apenas 13% desses espécies.

Também há maior correlação entre microbiomas de indivíduos aparentados ou que moram na mesma casa. As características que contribuem para a variabilidade interindividual dos microbiomas incluem outra grande quantidade de fatores. Entre esses fatores, estão: etnia, idade e gênero, e fatores ambientais (como umidade do ar, temperatura e exposição à radiação UV) e fatores comportamentais (por exemplo, uso de cosméticos ou sabonete, etc.). Esse conjunto de fatores determina o microbioma da pele de cada indivíduo, com efeitos importantes na aparência e na saúde da pele.

Microbioma e pele

Um microbioma estável é essencial para manter a saúde da pele, uma vez que os microrganismos interagem com a biologia e a barreira da pele e vice-versa. Os exemplos de consequências desse relacionamento simbiótico entre os microrganismos e apele humana incluem um diálogo com o sistema imunológico cutâneo, o estímulo da secreção de peptídeo antimicrobiano, a proteção contra bactérias patogênicas e o estímulo da produção de ceramidas. Todos esses efeitos são benéficos para a pele.

Tome-se como exemplo o Staphylococcus epidermidis, um habitante não patogênico da pele que, como já foi demonstrado, apresenta inúmeras dessas propriedades. Por exemplo, o S. epidermidis segrega o ácido lipoteicoico, que se liga ao receptor 2 tipo Toll (TLR-2) para inibir as respostas inflamatórias, limitando, assim o dano dessas respostas ao tecido e promovendo a cicatrização de ferimentos. Além disso, Naik et al. Constataram que o S. epidermidis aplicado à pele de camundongos sem germes causou o desenvolvimento específico de proteção contra patógenos cutâneos. O S. epidermidis também sintetiza ESP, que degrada proteínas fundamentais para a formação da biopelícula de S. aureus e para a adesão epitelial.

Deve-se destacar que, ao contrário da crença popular, o maior grau de diversidade do microbioma da pele é encontrado em indivíduos mais saudáveis. Tem sido observada baixa diversidade microbiana em pacientes com pele danificada em comparação com indivíduos com pele mais saudável.  Na verdade, em uma escala ampliada, em culturas ocidentais foi constado um grau muito menor de diversidade microbiana do que em populações rurais ou em populações mais remotas. Muito provavelmente, esse fato está relacionado com maior uso de antibióticos pelas populações urbanas ocidentais e o resultado disso (ou, pelo menos, pode-se fazer uma forte associação) é o consequente aumento de alergias e de outros problemas de pele.

Os cosméticos e o microbioma da pele

O uso tópico de cosméticos, sabonetes e produtos de limpeza na pele pode ter impactos profundos no microbioma. Esses efeito estão apenas começando a ser esclarecidos.Existe um equilíbrio entre a imunidade da pele e microbiota, esse equilíbrio é fundamental para a manutenção de uma pele hidratada e saudável.

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Fonte: Revista Cosmetics & Toiletries
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