De sabor delicado, textura suave e pouco calórico, o palmito é uma iguaria cada vez mais apreciada, que enriquece o preparo de saladas e tortas, acrescentando-lhes um sabor bem brasileiro.

Extraído do caule de palmeiras como a juçara (Euterpe edulis), encontrada na Mata Atlântica, o açaizeiro (Euterpe oleracea) e a pupunheira (Bactris gasipaes), originários da Amazônia, o palmito é uma das muitas delícias oferecidas por nossas florestas tropicais.

O mais cobiçado é o juçara, considerado o mais saboroso, porque contém menos fibras e praticamente derrete na boca. Seu alto preço, no entanto, estimulou a colheita predatória. Hoje, integra a lista dos vegetais ameaçados de extinção.

A escassez do juçara, que deve ser colhido somente quando a árvore completa dez anos, levou à valorização da palmeira açaí, cuja colheita pode ser feita em cerca de dois anos com uma vantagem: mesmo após sucessivos cortes, ela brota no mesmo lugar, durante anos. Atualmente, o açaí é responsável por 90% da produção nacional.

Nos supermercados, também pode ser encontrado o palmito real, originário da palmeira real australiana (Arcontophoenix alexandrae), cultivado no Brasil em alguns estados.

Gostoso e pouco calórico

 

A idade do palmiteiro é determinada pela quantidade de anéis. Quanto mais grosso, velho e carnudo ele for, melhor. Os diversos tipos de palmito apresentam praticamente a mesma aparência e valor nutritivo. Apenas o pupunha tem características próprias: sua coloração é mais amarelada, o sabor ligeiramente adocicado e a textura, sempre macia.

As demais espécies têm gosto um pouco ácido, cor branca e consistência mais firme, devendo ser selecionadas pelo produtor pois, às vezes, apresentam-se fibrosas.

Não há diferenças nutritivas significativas entre as variedades. O valor calórico oscila de vinte a trinta calorias por cem gramas. Todos são ricos em fibras, vitamina C, minerais (potássio, cálcio, fósforo) e pobres em gordura.

Por seu baixo teor calórico, o palmito pode ser indicado em dietas alimentares restritivas, desde que preparado em saladas, sem adição de cremes ou gorduras. Como todos os alimentos em conserva, possui grande quantidade de sódio, o que acarreta retenção de líquidos, um risco para os hipertensos.

Uma boa dica para esses consumidores é lavar o palmito com água mineral antes de consumi-lo, para retirar o excesso de sódio.

Vale lembrar que nem todos os palmitos são orgânicos, portanto, é preciso estar atendo às certificações. Procurando sempre pelos selos de produtos orgânicos como ABIO e Ecocert, no Brasil, e AB (Agriculture Biologique), no caso de produtos para exportação.

 

Receitas versáteis e nutritivas

 

Torta de palmito light

Ingredientes

1 colher de sopa de manteiga light sem sal

2 xícaras de chá de farinha de trigo

2 xícaras de chá de leite desnatado

2 ovos

1 colher de sopa de fermento em pó

 

Modo de fazer

Bata no liquidificador todos os ingredientes da massa. Unte uma foram, coloque

Metade da massa e prepare o recheio

 

Recheio

3 tomates inteiros sem sementes

1 vidro de palmito em conserva

Cheiro verde, sal e pimenta-do-reino a gosto

1 colher de sopa de azeite de oliva extravirgem

1 cebola roxa pequena

8 fatias de muçarela light

 

Modo de fazer

Pique os tomates, o palmito, a cebola e misture. Tempere com cheiro verde, sal, pimenta e azeite de oliva extravirgem. Coloque o recheio sobre a metade da massa. Cubra com o restante da massa, e por cima, arrume as fatias de muçarela. Leve ao forno para assar. Sirva quente.

 

Salada colorida com pupunha

Ingredientes

8 rodelas de palmito de pupunha

4 tomates sem sementes

8 bastões de kani-kama, cortados em cubos

2 fatias grossas de queijo minas light cortado em cubos

1 lata de milho verde

1 molho de rúcula

1 molho de agrião

Azeite de oliva extravirgem, vinagre ou limão, sal e pimenta-do-reino a gosto

 

Modo de fazer

Em um recipiente, misturar o palmito em rodelas, o tomate em cubos, o kani, o queijo e o milho verde. Temperar com azeite, limão ou vinagre, sal e pimenta-do-reino. Colocar no centro de uma travessa, decorar em volta com o agrião, a rúcula e, por último, o kani. Servir gelado.

 

 

 

 

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